lei e gracaA lei foi dada por meio de Moisés [João 1:17] no monte Sinai. A lei foi dada para que o pecado abundasse e para dar ao homem o conhecimento do pecado e não a fim de justificar o homem; logo mediante as obras da lei o homem não pode ser justificado diante de Deus [Romanos 3:20]. Certamente existe uma justiça derivante da lei que diz que o homem que fizer estas coisas viverá por elas [Gálatas 3:12], e portanto é uma justiça que se baseia nas obras da lei; mas todos aqueles que se baseiam nas obras da lei são malditos porque está escrito que todo aquele que não permanecer em todas as coisas que estão escritas no livro da lei para fazê-las é maldito [Gálatas 3:10].

Agora, porém, independentemente da lei foi manifestada a justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo, para todos os crentes [Romanos 3:21-22]; pelo que todos aqueles que creem no Senhor Jesus Cristo são justificados de todas as coisas das quais não puderam ser justificados pela lei de Moisés, e por isso eles têm paz com Deus [Romanos 5:1]. A justificação portanto se obtém somente por fé sem as obras da lei. Todos aqueles que pensam poder ser justificados mediante as obras da lei anulam a graça de Deus e declaram implicitamente que Cristo morreu inutilmente [Gálatas 2:21]. Aqueles que pregam a observância da lei (ou mesmo só uma parte dela), como meio para ser justificado, querem que nós recaiamos debaixo da maldição da lei, de que fomos libertados mediante o sacrifício de Cristo, o qual fez-se maldição por nós para nos resgatar da maldição da lei [Gálatas 3:13].

Logo, saibam tanto os Judeus como todos aqueles que embora não sendo Judeus de nascença pensam poder ser justificados pela lei de Moisés, que eles erram grandemente. Cristo é o fim da lei para ser justiça a todo aquele que crê [Romanos 10:4]. É pois mediante a lei da fé e não a lei das obras que se é justificado diante de Deus [Efésios 2:8-9]. E qual é esta lei da fé? Esta: Se com a tua boca confessares Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Visto que com o coração se crê para obter a justiça, e com a boca se faz confissão para ser salvo [Romanos 10:9-10]. Porque a Escritura diz: Todo aquele que nele crer não será confundido. Porquanto não há diferença entre Judeu e Grego; porque um mesmo é o Senhor de todos, rico para com todos os que o invocam. Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo [Romanos 10:11-13]. Esta é a Boa Notícia da graça do bem-aventurado Deus.

 

La Nuova Via

 

 

povo de DeusA frase "o povo de Deus" sempre indica uma relação clara. Deus chamou Abrão (mais tarde Abraão) em Gênesis 12 a deixar a sua terra rumo a um novo lar que Deus lhe mostraria. Quando Abrão chegou lá, Deus diz em Gênesis 12:2: "Eu farei de ti uma grande nação; abençoar-te-ei, e engrandecerei o teu nome; e tu, sê uma bênção." Esta nação se tornaria a nação de Israel, o primeiro grupo a ser designado como povo de Deus.

Deus diz a Israel através do profeta Isaías: "E pus as minhas palavras na tua boca, e te cubro com a sombra da minha mão; para plantar os céus, e para fundar a terra, e para dizer a Sião: Tu és o meu povo" (Isaías 51:16). Deus também confirma Israel como o Seu povo em Ezequiel 38:14 em uma profecia para a nação vizinha de Gogue.

São os não-judeus que acreditam em um Messias judeu (Jesus Cristo) considerados o povo de Deus? Sim. Jesus veio por toda a humanidade, não apenas para salvar Israel (Romanos 1:16, 10:12, Gálatas 3:28). A relação de Deus com o Seu povo é mais do que o Seu chamado; eles também o chamam de seu Deus. Davi diz: "E bem sei, Deus meu, que tu sondas o coração, e que te agradas da retidão. Na sinceridade de meu coração voluntariamente ofereci todas estas coisas; e agora vi com alegria que o teu povo, que se acha aqui, ofereceu voluntariamente" (1 Crônicas 29:17). Aqui, o povo de Deus é identificado mais por sua disposição de entregar-se a Ele que por sua nacionalidade.

Qualquer pessoa que aceite a Jesus Cristo como Salvador e Senhor torna-se parte do povo de Deus. O relacionamento não vem através do comparecimento à igreja ou de boas ações. É uma escolha deliberada de seguir somente a Deus. É por isso que 2 Coríntios 6:16 e Marcos 8:38 indicam que uma escolha tem de ser feita. E quando fazemos essa escolha de abraçar a Deus, Ele nos abraça também. Então realmente somos o Seu povo.

 

Got Questions

 

 

fe barrasO apóstolo Paulo ao escrever a Timóteo, faz um destaque sobre a fé não fingida que ele possuía [1 Timóteo 1:5]. Quando pensamos em fé não fingida precisamos definir estes termos. Fingir é simular, enganar, fantasiar, inventar.

Fé é definida pela Bíblia como o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não veem. Hebreus 11.1.
Em Hebreus 11.6, diz que sem fé é impossível agradar a Deus. Não há como enganar, como fantasiar, como teatralizar, ou temos fé ou não temos.

Como se obtêm fé? A fé vem pelo ouvir a palavra de Cristo. Quando ouvimos a palavra de Deus e entendemos que somos pecadores, tomamos a decisão de mudar de vida. Pedimos perdão de nossos pecados a Deus. O arrependimento e fé são necessários para se obter a vida eterna em Cristo. E fé não pode ser inventada, criada na imaginação humana. Não funciona. Podemos enganar muitas pessoas, só que não enganamos a Deus.

Deus conhece o nosso coração. Uma fé não fingida leva a pessoa a viver de modo que agrada a Deus. Quem possui fé, é uma pessoa que fez uma opção de viver em novidade de vida. Não há compatibilidade entre fé e pecado, não há como viver no pecado e falar que possui fé em Cristo. Aquele que possui uma fé não fingida tem nojo do pecado, não flerta com ele. Jesus afirmou que nem todos que diz Senhor, Senhor entrará no reino dos céus. Somente aquele que faz a vontade do Pai que está nos céus. Então, é necessário viver de acordo com a fé abraçada, ou temos ou não temos.

Pense nisso. 

 

Pr. Cleverson Pereira do Valle
1ª Igreja Batista em Artur Nogueira

 

cruz zoom“Mas vós tendes por costume que eu vos solte alguém pela páscoa. Quereis, pois, que vos solte o Rei dos Judeus? Então todos tornaram a clamar, dizendo: Este não, mas Barrabás. E Barrabás era um salteador” (João 18.39-40)

Não sei por quanto tempo Barrabás estava preso, mas imagino o que insistia em perturbar seu sono: sua sentença de morte. E, com essa certeza tentava dormir e passar os últimos dias de vida na companhia de seus iguais. Preso por homicídio e sedição, apenas aguardava a hora de pagar com a vida por todos os crimes que havia cometido. O que ele podia esperar além do julgamento e a morte? Misericórdia não era uma opção para um criminoso com sua ficha criminal.

Jesus também aguardava o julgamento, contudo, não havia nada que justificasse a sua morte, nem um crime, nem um pecado. O que incomodava era sua santidade absoluta. E assim, foram dispostos diante da multidão: Barrabás, o criminoso, e Jesus, o Cristo.

Quem escolher para continuar vivendo? Bem, o povo preferiu Barrabás. Decidiu que conviver com o pecado era mais fácil que com a santidade. Afinal, comparado a Barrabás ser bom e santo era fácil. Conviver com o padrão moral que ele representava não requeria compromisso. Eles escolheram deixar viver Barrabás e o pecado que representava e condenaram Cristo e sua maneira santa de conduzir a vida, pois a sua verdade incomodava demais.

Hoje o que não faltam são maus exemplos, os valores distorcidos, a prostituição da maneira de pensar. Todos os dias nos vemos diante da maneira fácil de ser “santo” contrapondo aos ensinamentos de Cristo. Como Barrabás, o pecado também aguarda sua sentença de morte, mas, muitas vezes, insistimos em mantê-lo vivo, enquanto Cristo continua sendo crucificado, a cada decisão pelo pecado.

O veredicto do povo foi dado e Jesus foi morto, contudo ressuscitou no terceiro dia. Barrabás um dia, também morreu e eu não sei se ressuscitará para a vida eterna. Quem você escolhe?

“Eis que hoje eu ponho diante de vós a bênção e a maldição” (Deuteronômio 11.26).

 

Nilma Gracia Araujo
Igreja Batista da Lagoinha

 

orando bandeiraAs eleições terminaram, mas nossas orações não. Apesar de peregrinos nesta terra, tendo nossa cidade nos céus (1 Pedro 2.11; Filipenses 3.20), somos chamados a agir da mesma forma que os exilados na Babilônia: “Procurai a paz da cidade para onde vos desterrei e orai por ela ao SENHOR; porque na sua paz vós tereis paz” (Jeremias 29.7). Sendo assim, devemos persistir em fazer o bem a este país e interceder pela sua paz. Sugiro quatro motivos de oração:

Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graças, em favor de todos os homens, em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade, para que vivamos vida tranquila e mansa, com toda piedade e respeito. Isto é bom e aceitável diante de Deus, nosso Salvador, o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade. (1Timóteo 2:1-4)

1) Liberdade Religiosa: Nesse texto de 1 Timóteo, Paulo nos exorta a orar por todo tipo de homem, seja ele revestido de autoridade ou não. Porém, sua ênfase é que devemos incluir as autoridades governamentais em nossas orações, possivelmente porque temos a tendência de ou nos esquecer delas ou pensarmos que não são “dignas” de “súplicas, orações, intercessões, [quanto menos] ações de graças”.

Qual o fim de nossa oração? “Para que vivamos vida tranquila e mansa, com toda piedade e respeito”. Portanto, nossa primeira oração deve ser por liberdade religiosa. Há uma ideia popular de que devemos orar por perseguição, pois ela “purifica a igreja”, mas a Bíblia jamais nos ordena tal súplica. Antes, exorta-nos que roguemos por paz. Oremos, portanto, para que este novo governo respeite a liberdade religiosa (fé, culto e prática), que é direito inalienável de todo ser humano.

Todos sabemos dos impasses com as “leis da homofobia”. Se ódio é o problema, devemos discordar em amor (sempre!), mas não temos que aceitar passivamente o cerceamento de nossa liberdade religiosa. Oremos por uma vida tranquila e mansa.

2) Conversão: Paulo neste texto também afirma que Deus deseja salvar todo tipo de homem, sejam reis ou súditos, presidentes ou garis. Devemos vigiar para que divergências políticas não nos impeçam de exercer a suprema misericórdia de desejar e orar pela salvação de alguém. Deus é poderoso para converter até o mais ímpio ditador. Roguemos, portanto, para que Deus mostre aos governantes que o ele é o real soberano, o Rei dos reis e Senhor dos senhores, assim como o foi a Nabucodonosor (Daniel 4, especialmente v. 37). Ademais, que com coragem profética, assim como Daniel, João Batista e outros, denunciemos o orgulho e a soberba dos governantes que buscam se colocar no lugar de Deus. Oremos para que todos homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade.

Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas. De modo que aquele que se opõe à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos condenação. Porque os magistrados não são para temor, quando se faz o bem, e sim quando se faz o mal. Queres tu não temer a autoridade? Faze o bem e terás louvor dela, visto que a autoridade é ministro de Deus para teu bem. Entretanto, se fizeres o mal, teme; porque não é sem motivo que ela traz a espada; pois é ministro de Deus, vingador, para castigar o que pratica o mal. É necessário que lhe estejais sujeitos, não somente por causa do temor da punição, mas também por dever de consciência Por esse motivo, também pagais tributos, porque são ministros de Deus, atendendo, constantemente, a este serviço. Pagai a todos o que lhes é devido: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem respeito, respeito; a quem honra, honra. (Romanos 13:1-7)

3) Serviço governamental: Paulo ensina em Romanos 13 que a autoridade é “diakonos” de Deus para o nosso bem. Deus instituiu o governo para “castigo dos malfeitores como para louvor dos que praticam o bem” (1 Pedro 2.13-14), para “fazer justiça aos pobres e aos necessitados” (Provérbios 16.10-12; 29.14; 31.9), contudo julgando retamente e conforme a verdade, sem favorecer nem pobre, nem rico, mas julgando com justiça o próximo (Levítico 19.15). Sendo assim, devemos orar para que os governantes realizem seu serviço sem ultrapassarem os limites do que lhes foi estabelecido por Deus e sem corromperem o que foram chamados para fazer.

4) Serviço cristão: oremos para que o povo de Deus neste país sirva tanto aos governantes como à população brasileira. Devemos dar a César o que lhe é devido (tributos, impostos, respeito e honra) e devemos nos compadecer dos necessitados, pois essa é a verdadeira religião sem mácula (Tiago 1.27; Provérbios 19.17; 28.27).

Não devemos desprezar as autoridades, pois essa é uma marca de falsos profetas e ímpios (2 Pedro 2.10), mas também não devemos obedecê-los acima de Deus, pois essa é a marca de idólatras e traidores. O cristão possui somente um Senhor e se prostra somente a um Deus (Daniel 3 – Sadraque, Mesaque e Abednego e a fornalha de fogo; Mateus 10.32-33; Apocalipse 2.10). Devemos, sim, nos sujeitar, por amor ao verdadeiro Senhor, a toda a ordenação humana (1 Pedro 2.13), mas “antes, importa obedecer a Deus do que aos homens” (Atos 5.29). Temos de orar para que o povo de Deus assuma uma postura vigilante, firme e resoluta em sua relação com o Estado, lembrando que a submissão absoluta é somente a Deus.

Além disto, alguns cristãos são chamados para irem além e servirem diretamente no campo político e no serviço público. Vejam o exemplo de Daniel e seus amigos que foram bons conselheiros do rei. Quando um cristão se envolve com a política, ele não deve pensar somente em nossos interesses (liberdade religiosa, família, etc.), mas deve se envolver com todas as necessidades do povo (educação, pobreza extrema, violência, etc.). Como cristão e cidadãos, amamos nosso próximo e consideramos também seus interesses. Sim, devemos ser como Ester e Mardoqueu e lutar pela liberdade do povo de Deus em meio a governadores ímpios (Ester, especialmente 10.3), mas também devemos ser como José, que serviu tanto ao Faraó, como livrou o povo egípcio da fome e da morte.

Finalmente, oremos confiante de que “como ribeiros de águas assim é o coração do rei na mão do SENHOR; este, segundo o seu querer, o inclina” (Provérbios 21.1).

 

 

Vinícius Musselman Pimentel

Voltemos ao Evangelho

 

 

Vão ao mundo inteiro e anunciem as boas-novas a todos.